Pesquisa de palavras-chave
Faz pesquisa de palavras-chave para um site ou negócio: expande uma lista semente, agrupa os termos por tópico e intenção (clusters), prioriza por relevância, volume e dificuldade, e mapeia cada cluster para uma página existente ou a criar. Use quando pedirem pesquisa de palavras-chave, keyword research, quais termos atacar, lista de termos para SEO ou clusters de conteúdo.
Instalar
Escolha o agente. O comando coloca a skill na pasta de usuário, válida em todos os seus projetos.
npx @conecto.cc/cli add pesquisa-de-palavras-chave~/.claude/skills/pesquisa-de-palavras-chave/ e cole o arquivo como SKILL.md.Pesquisa de palavras-chave
Quando usar
Use no início de um projeto de SEO ou de conteúdo, quando a pergunta é "quais termos vale a pena atacar e com qual página". Não use para achar oportunidade em termos que o site já ranqueia (isso é a skill de quick wins) nem para planejar o calendário (isso vem depois, com os clusters prontos).
O que você precisa
- O negócio em três frases: o que vende, para quem, em qual região. Sem isso a lista sai genérica.
- Uma lista semente de 5 a 20 termos: como o cliente chama o que vende e como o público chama. Peça as duas versões; elas costumam ser diferentes.
- Dados de volume e dificuldade, se houver (export de ferramenta ou colado no chat). Se não houver, a pesquisa continua com estimativa qualitativa (alto, médio, baixo) e você diz isso.
- O export do Search Console dos últimos 3 meses, quando o site já existe: revela termos que o site já recebe e que a ferramenta não mostra.
- As páginas atuais do site (sitemap ou lista), para o mapeamento do passo 6.
Passo a passo
- Expanda a semente em quatro direções, para cada termo: variações (sinônimos, plural, abreviações, erros comuns), modificadores comerciais (preço, comprar, melhor, perto de mim, cidade), perguntas (como, o que é, quanto custa, vale a pena) e comparações (x ou y, x vs y). Meta: 10 a 20 termos por semente.
- Classifique a intenção de cada termo: informacional, comercial (pesquisando antes de comprar), transacional (pronto para agir) ou navegacional (procura uma marca). Termo de marca de terceiro sai da lista.
- Agrupe em clusters por tópico: termos que um mesmo conteúdo responderia ficam juntos. Regra prática: se duas buscas dão resultados parecidos na primeira página, são o mesmo cluster. Um cluster tem um termo principal e os secundários.
- Some volume e estime dificuldade por cluster. Sem dados de ferramenta, estime pelo perfil de quem já ranqueia: se a primeira página é de marketplaces e portais grandes, é difícil; se é de sites pequenos e fóruns, é acessível.
- Priorize com uma pontuação simples: relevância para o negócio (1 a 3) × potencial de volume (1 a 3) ÷ dificuldade (1 a 3). Relevância manda: cluster com volume alto e relevância baixa fica no fim, mesmo que fácil.
- Mapeie para páginas: cada cluster aponta para uma página existente (com o que ajustar) ou para uma página a criar (com o formato: categoria, produto, guia, comparativo). Dois clusters na mesma página é sinal de que são um só; um cluster em duas páginas é canibalização.
- Cruze com o Search Console, se houver: termos que já recebem impressão e não estão na lista entram com prioridade alta, porque o Google já associa o site a eles.
Formato da entrega
- Resumo: quantos termos, quantos clusters, os 3 clusters prioritários e por quê.
- Tabela de clusters: cluster, termo principal, termos secundários, intenção, volume (somado ou estimativa), dificuldade, pontuação, página alvo, ação (ajustar ou criar).
- Top 10 prioridades com a ação concreta de cada uma.
- Fonte dos dados: qual ferramenta, período, região e idioma. Quando o volume for estimado, diga como estimou.
- Termos descartados e o motivo (fora do negócio, marca de terceiro, intenção errada).
Critérios de qualidade
- Todo cluster tem intenção e página alvo. Nenhum termo solto sem cluster.
- A pontuação é reprodutível: quem pega a tabela recalcula e chega no mesmo número.
- A lista tem termos do público, não só do vocabulário do cliente.
- Nenhuma página recebe dois clusters de intenção diferente (comercial e informacional juntos é erro de mapeamento).
Armadilhas
- Vocabulário técnico do produto com volume zero: o público não busca pelo nome que o cliente usa. Quando a ferramenta mostra zero para tudo que o cliente falou, o problema é a semente, não o mercado. Volte e pergunte como o cliente descreveria o produto para um amigo.
- Confiar num volume só. Ferramentas divergem em 2 a 5 vezes para o mesmo termo em português; use como ordem de grandeza, não como número exato.
- Termos em inglês em mercado brasileiro: só entram se a SERP em português mostrar que o público busca assim.
- Priorizar pelo volume e esquecer a relevância: o cluster que traz tráfego sem cliente é custo.
- Mapear tudo para páginas novas quando o site já tem uma página que só precisa de ajuste.