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name: modelo-de-lead-scoring
description: >-
  Desenha um modelo de lead scoring para o CRM ou a ferramenta de automação: critérios de perfil
  (quem é o lead) e de engajamento (o que ele fez) em eixos separados, pontos com justificativa,
  tetos, pontos negativos e decaimento, faixas de classificação com a ação de cada faixa
  (passar para vendas, nutrir, descartar), contrato de passagem para o comercial e plano de
  calibração com dados de vendas. Use quando pedirem lead scoring, pontuação de leads,
  qualificação automática, definição de MQL e SQL, priorizar leads para vendas ou critérios de
  passagem para o comercial.
license: MIT
metadata:
  conecto-area: crm
  conecto-tools: hubspot, rd-station
  conecto-version: "1.0.0"
  conecto-author: Ecto
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# Modelo de lead scoring

## Quando usar

Use quando chegam mais leads do que vendas consegue atender e a pergunta é **"quem contatar
primeiro e quem deixar amadurecer"**. Não use com menos de 50 leads por mês (qualificação
manual é mais barata e mais precisa) nem quando não existe nenhum histórico de venda ganha e
perdida: nesse caso, comece com um modelo mínimo de perfil e deixe a calibração para daqui a
90 dias.

## O que você precisa

1. **Volume e conversão atuais**: leads por mês, quantos vendas contata, quantos viram
   oportunidade e quantos fecham. É a linha de base que o modelo precisa superar.
2. **Perfil de cliente ideal**: segmento, porte, cargo de quem decide, região atendida, o que
   desqualifica de cara.
3. **Os campos que os formulários capturam** e o que a ferramenta registra sozinha (abertura e
   clique de e-mail, páginas visitadas, downloads, participação em evento). Só se pontua o que
   existe no dado.
4. **Exportação dos leads dos últimos 6 a 12 meses** com o resultado (cliente, perdido, sem
   contato) e o motivo de perda quando houver. É com isso que os pesos deixam de ser chute.
5. **Uma conversa com 2 ou 3 vendedores**: o que faz um lead bom para eles e quais leads
   marcados como "quentes" eles ignoram hoje, e por quê.
6. **O acordo de atendimento** que vendas aceita: em quanto tempo contata um lead quente.

## Passo a passo

1. **Separe os dois eixos** e não some um com o outro: perfil (aderência ao cliente ideal) e
   engajamento (interesse demonstrado). Perfil alto com engajamento baixo é lead para nutrir;
   perfil baixo com engajamento alto não vai para vendas por mais que abra e-mail.
2. **Pontue o perfil** com 4 a 6 critérios. Para cada valor, compare a frequência entre
   clientes e entre leads em geral: valor que aparece 3 vezes mais entre clientes vale mais
   pontos. Exemplo: cargo decisor 20, gerência 10, estudante ou estagiário -20; porte dentro da
   faixa alvo 20; segmento alvo 15; região atendida 10, fora da região -30; e-mail corporativo
   10.
3. **Pontue o engajamento** por intenção, com teto por categoria: pedido de demonstração ou
   orçamento 40 (vai direto para vendas); página de preços 15; download de material 5, teto
   15; participação em evento 10; clique em e-mail 3, teto 9; abertura de e-mail 1, teto 3;
   visita repetida em 7 dias 5, teto 10.
4. **Defina negativos e decaimento**: descadastro -30, e-mail que retorna -20, domínio de
   concorrente ou de agência desqualifica, formulário com dados inventados desqualifica.
   Engajamento decai: -10 a cada 30 dias sem interação, ou o total de engajamento cai pela
   metade a cada 30 dias, conforme o que a ferramenta permite. Sem decaimento, em um ano todo
   lead é quente.
5. **Monte a matriz de faixas**: perfil em A, B, C, D; engajamento em quente, morno, frio. Cada
   célula tem uma ação: A ou B quente vai para vendas em até 1 dia útil; A ou B morno entra em
   régua de nutrição com oferta de conversa; C entra em nutrição longa; D sai da base
   comercial. MQL é o nome da célula que vai para vendas; SQL é depois que vendas aceitou.
6. **Escreva o contrato de passagem**: o que vendas recebe junto com o lead (campos, os motivos
   dos pontos, o histórico de páginas), por onde (fila, notificação, tarefa) e em quanto tempo
   responde. Lead quente esperando 3 dias esfria, e o modelo leva a culpa.
7. **Calibre com o histórico**: aplique o modelo aos leads dos últimos meses e meça duas
   coisas: dos clientes fechados, quantos teriam sido MQL (cobertura); dos MQL, quantos
   fecharam (precisão), contra a taxa de conversão da linha de base. Ajuste pesos até a
   precisão ficar pelo menos 2 vezes a linha de base sem a cobertura cair abaixo de 70%.
   Revise a cada mês com os motivos de recusa de vendas.
8. **Documente e versione**: pesos, data, motivo de cada mudança. Comparar conversão de MQL
   entre meses com pesos diferentes não diz nada.

## Formato da entrega

1. **Resumo**: volume, conversão de base, definição de MQL em uma frase, quantos MQL por mês o
   modelo deve gerar e a capacidade de vendas.
2. **Tabela de perfil**: critério, valor, pontos, justificativa (dado do histórico ou fala de
   vendas).
3. **Tabela de engajamento**: ação, pontos, teto, decaimento.
4. **Negativos e desqualificadores**.
5. **Matriz de faixas**: perfil × engajamento, com a ação e o prazo de cada célula.
6. **Contrato de passagem**: campos, canal, prazo, o que vendas devolve (aceito, recusado e
   motivo).
7. **Calibração**: cobertura e precisão no histórico, próxima revisão, responsável.
8. **Implementação na ferramenta**: nomes dos campos, listas e fluxos a criar.

## Critérios de qualidade

- Perfil e engajamento em pontuações separadas, nunca uma soma única.
- Todo peso tem justificativa escrita; nenhum "porque parece razoável".
- Toda ação repetível tem teto.
- Existe decaimento, ou o plano diz por que não há e o que faz no lugar.
- A definição de MQL foi testada no histórico e os dois números (cobertura, precisão) estão no
  documento.
- Vendas leu e aceitou o contrato de passagem.

## Armadilhas

- Pontuar abertura de e-mail sem teto: robôs de segurança e a proteção de privacidade do
  cliente de e-mail abrem tudo. Abertura vale quase nada.
- Um número só misturando perfil e interesse: estudante curioso vira lead quente.
- Mais de 12 critérios: ninguém em vendas entende por que o lead tem 87 pontos, e para de
  confiar.
- Campo vazio contado como zero: penaliza quem não preencheu porte, não quem tem porte errado.
  Trate vazio como desconhecido.
- Copiar pesos de modelo de outra empresa. O peso vem do seu histórico.
- Mudar pesos sem registrar. A conversão de MQL "melhorou" só porque a régua mudou.
- Entregar MQL sem prazo de atendimento acordado. O lead esfria e o comercial diz que o modelo
  não funciona.
