---
name: dashboard-de-kpis
description: >-
  Especifica um dashboard de marketing antes de abrir a ferramenta: público e decisão que ele
  apoia; KPIs com definição, fórmula, fonte, granularidade e meta; hierarquia de telas com uma
  pergunta por gráfico; comparações, filtros e convenções; e a conferência dos números contra a
  fonte. Use quando pedirem dashboard de marketing, painel de KPIs, relatório automatizado,
  Looker Studio, quais métricas acompanhar ou como visualizar resultados de campanhas.
license: MIT
metadata:
  conecto-area: relatorios
  conecto-tools: looker-studio, ga4
  conecto-version: "1.0.0"
  conecto-author: Ecto
---

# Dashboard de KPIs de marketing

## Quando usar

Use quando alguém precisa olhar os mesmos números toda semana ou todo dia para tomar uma
decisão recorrente: realocar verba, pausar campanha, acionar o time. Não use para o relatório
mensal com leitura e recomendações (skill `relatorio-mensal-de-performance`) nem para definir o
que o site deve medir (skill `plano-de-mensuracao-ga4`): o dashboard mostra, não explica.

## O que você precisa

1. **Quem lê e que decisão toma**: gestor de mídia que realoca verba toda semana, diretor que
   acompanha a meta do mês, cliente que quer saber se o investimento está voltando. Um
   dashboard por público; misturar os três não serve a nenhum.
2. **Os KPIs e as metas** de cada objetivo. Sem meta não há como pintar verde ou vermelho, e o
   dashboard vira tabela.
3. **As fontes com acesso**: GA4, Google Ads, Meta Ads, CRM, planilha de custos; e os
   conectores disponíveis na ferramenta para cada uma.
4. **Convenção de UTM e de nomes de campanha** em uso. Sem isso, "(not set)" domina o gráfico.
5. **Cadência de atualização** que a decisão exige e os períodos de comparação que fazem
   sentido (semana contra semana anterior, mês contra o mesmo mês do ano passado).

## Passo a passo

1. **Fixe o trio**: um público, uma decisão, uma cadência. Escreva os três no topo da
   especificação e recuse KPI que não ajude aquela decisão.
2. **Monte a ficha de cada KPI**: nome, definição em palavras, fórmula, fonte, granularidade
   mínima (dia, campanha), meta, direção (maior ou menor é melhor), dono. Até 7 KPIs na
   primeira tela; o resto é diagnóstico e vai para as telas seguintes.
3. **Desenhe a hierarquia**: a tela 1 é o resumo (KPI, valor, variação contra o período
   anterior, posição contra a meta); as telas seguintes abrem cada KPI por canal, campanha ou
   etapa do funil. Todo gráfico tem como título a pergunta que responde ("Custo por lead por
   canal, últimas 8 semanas"), não o nome da métrica.
4. **Escolha o gráfico pela pergunta**: tendência no tempo é linha; comparação entre poucos
   itens é barra; composição é barra empilhada, e pizza só com até 4 fatias; um número com
   variação é cartão; detalhe é tabela com ordenação. Nunca gráfico de linha com mais de 5
   séries.
5. **Defina filtros e padrões**: período (padrão últimos 28 dias completos, excluindo hoje),
   comparação (período anterior de mesmo tamanho), canal, campanha. Dia incompleto fica fora
   do padrão: "hoje" derruba qualquer média.
6. **Trate a junção de fontes**: chave de junção (data e nome de campanha ou UTM), campos que
   precisam de padronização, e as diferenças conhecidas (o Google Ads e a Meta atribuem
   conversões pelo modelo deles, o GA4 pelo dele; os números não vão bater, e o dashboard diz
   isso numa nota fixa).
7. **Confira cada KPI contra a fonte** no mesmo período: valor no dashboard, valor na interface
   da plataforma, diferença. Até 2% de diferença é aceitável e explicada por fuso e
   atualização; acima disso, a fórmula ou a junção está errada. Registre a conferência.
8. **Defina manutenção**: dono, o que quebra quando muda campanha ou conta, revisão trimestral
   dos KPIs, registro de alterações.

## Formato da entrega

1. **Ficha do dashboard**: público, decisão, cadência, fontes, dono.
2. **Tabela de KPIs**: nome, definição, fórmula, fonte, granularidade, meta, direção, dono.
3. **Mapa de telas**: tela, gráfico, pergunta que responde, tipo de gráfico, fonte, filtros.
4. **Convenções**: período padrão, comparação, formato de número (separador de milhar e de
   decimal em português, moeda), cores por significado (verde só para melhora contra a meta).
5. **Notas fixas do dashboard**: diferenças de atribuição, perda por consentimento, atraso de
   dados por fonte.
6. **Conferência**: KPI, valor no dashboard, valor na fonte, diferença, causa, data.
7. **Pendências de dado**: UTM a corrigir, custo fora das plataformas, acesso faltando.

## Critérios de qualidade

- Todo KPI tem definição, fórmula, fonte e meta escritas.
- Todo gráfico tem uma pergunta no título e uma comparação (período ou meta).
- Até 7 KPIs na primeira tela.
- A conferência contra a fonte está preenchida com números, não com "ok".
- A mesma métrica não aparece com duas definições em telas diferentes.
- O período padrão exclui o dia de hoje.

## Armadilhas

- Despejar todas as métricas do conector. Dashboard com 40 números não apoia decisão nenhuma.
- Sem meta, sem julgamento: o leitor vê 3,2% e não sabe se comemora.
- Comparar período incompleto: "este mês" contra o mês passado inteiro sempre parece queda.
- Misturar modelos de atribuição sem aviso e passar a reunião discutindo qual número é o certo.
- Cor por gosto: vermelho em queda de custo por lead, que é boa notícia.
- Não arrumar as UTMs antes de construir: o dashboard nasce com "(not set)" como maior canal.
- Conector do GA4 com cota estourada ou amostragem em painel com muitos gráficos: extraia os
  dados para uma tabela intermediária em vez de consultar ao vivo.
- Sem dono, o dashboard morre em dois meses, quando a primeira conta muda de nome.
